|
O BRICS QUER MAIOR PARTICIPAÇÃO
A Cúpula de cinco nações do
BRICS realizada na Ilha Hainan ao Sul da China foi encerada em 14
de abril de 2011 com um Comunicado Conjunto apelando por uma reforma
do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Os líderes do Brasil, da Rússia, da Índia,
da China e da África do Sul também requerem forte
controle dos comodities de derivados para resfriar a excessiva volatilidade
dos preços de alimentos e energia, que de acordo com eles
representam novos riscos à recuperação da economia
mundial. Segundo eles, a recente crise financeira expôs as
inadequações da órdem financeiro atual, que
tem o Dólar americano como a sua chaveta. Os líderes
do BRICS justificam que se necessitava de um sistema de reserva
de divisa internacional estável, certo e de ampla base capaz
de ser intepretado como uma critica da negligência pelo Governo
dos Estados Unidos das suas responsabilidades monetárias
globais.
Os Bancos de Desenvolvimento das
cinco nações do BRICS também acordaram estabelecer
linhas de crédito mútuas denominadas em moedas locais
e não em dólar americano. O Presidente do Banco de
Desenvolvimento da China (CDB), Sr. Chen Yuan, frisou que estava
disposto a emprestar até 10 bilhões de yuans aos colegas
dos países do BRICS e o seu homólogo da Rússia
informou que está disposto a tomar em empréstimo os
yuans equivalentes a nada mais que US$500 milhões do banco
CDB. Os líderes do BRICS ainda revisaram o papel global dos
Direitos Especiais de Saque (DES), os ativos contábeis e
de reserva do FMI, que alguns peritos acreditam serem capazes de
crescerem e se transformarem em substituto parcial do dólar
americano. Portanto evitaram a questão de que o yuan chinesa
deveria integrar os DES, apenas afirmando que aceitaram os debates
ao redor da composição da cesta de moedas dos DES.
Os DES são compostas por Dólar dos Estados Unidos,
Euro, Ien japonês e Líbra esterlina da Grã Bretanha.
Relativo ao assunto do fluxo de
capital, os países do BRICS clamaram por maior atenção
aos riscos que poderiam provocar os fluxos de moedas entre as fronteiras.
A Cúpula foi a terceira do Grupo e a primeira a ser integrada
pela África do Sul.
|