| IMPÉRIOS
Kanem-Borno:
Enquanto não há nenhuma evidência direta que liga
o povo do Planalto de Jos com a cultura de Nok, ou ligando o Eze Nri de
hoje em dia com o povo Igbo Ukwu, a história de Borno remonta ao
Século IX quando os escritores árabes do norte da África
constataram pela primeira vez o reino de Kanem ao leste do Lago Chade.
Sustentado pelo comércio com a região do Nilo e pelas rotas
Trans-saarianas, o império prosperou. Nos séculos que seguiram,
foram desenvolvidos complexos sistemas políticos e sociais, em
especial, depois da invasão de Bulala no Século XIV. O império
mudou de Kanem a Borno, motivo pelo qual é chamado assim. O império
subsistiu por 1.000 anos (até o Século XIX) apesar das ofensivas
dos povos Hauçá/Fulani no oeste e dos Jukuns no sul.
Hauçá-Fulani: Ao oeste de Borno a cerca
de 1.000 A.D., o povo Hauçá iniciavam a formação
de estados semelhantes nas cidades de Kano, Zaria, Daura, Katsina, e Gobir.
Porém, ao contrário do povo Kanuri, nenhum regente nesses
estados chegou a deter de tantos poderes suficientes para se impor sobre
os demais. Embora os Hauçás falassem o mesmo idioma, tivessem
a mesma cultura, e praticassem a mesma religião islâmica,
porém não tiveram um rei em comum. Kano, que era o mais
poderoso desses estados, mantinha o seu domínio sobre todos os
estados Hauçá nos séculos XVI e XVII, mas os conflitos
com os estados circunvizinhos acabaram com esse domínio. Por causa
desses conflitos, o povo Fulani, liderado por Usman Dan Fodio em 1804,
desafiou com êxito os estados Hauçás e montou o Califato
de Hauçá-Fulani com sede em Sokoto, e comandando uma larga
área que começava de Katsina ao norte se estendendo até
Ilorin, no outro lado do Rio Níger.
Yorubá: Na região do oeste, o povo Yorubá
formaram complexas e poderosas cidades soberanas. As primeiras dessas
importantes cidades eram Ile-Ife, que de acordo com a mitologia Yorubana
era o centro do universo. Ife é o local de um tipo de arte sem
igual descoberto nos anos l930. Os artefatos tais como, terracota naturalista,
cabeças de bronze e outros que datam do Século X, comprovam
a antiguidade da civilização avançada desenvolvidada
pelo povo Yorubá. Em seguida, Oyo, fundada por Oranmiyan, filho
direto de Oduduwa, o progenitor da raça Yorubá, se tornou
o Império mais poderoso do Oeste da África nos Séculos
XVI e XVII. O Alafin (espécie de Rei) de Oyo era o Monarca do Império.
O exército extremamente poderoso do Império de Oyo liderado
pelo Aare Ona Kakanfo [o Generalíssimo] dominou as demais cidades
Yorubanas e até impôs o recolhimento de tributo forçado
ao Rei de Dahomey [atual República de Benin] e as demais colónias
além. A batalhas pelo poder interno e a expansão dos Fulanis
para o sul levaram ao colapso do Velho Império de Oyo no início
do século XIX. As ruínas da antiga cidade de Oyo, a capital
do Velho Império se encontram em um dos parques nacionais da Nigéria
para que sejam vistas por turistas, o Parque nacional de Oyo Velho ao
Sudoeste da Nigéria.
Benin: Benin se transformou em um reino principal durante
o mesmo período que o Império de Oyo estava dominando no
oeste. Embora os povos de Benin sejam principalmente Edo, não sendo
Iorubás, eles compartilham com Ife e Oyo muitas afinidades históricas,
e existe muita evidência de intercâmbio cultural e artístico
entre os reinos. O Rei (Oba) de Benin foi considerado meio-deus e estava
a frente de uma complexa burocracia, um grande exército, e de uma
economia diversificada. O poder de Benin alcançou o seu ápice
no Século XVI.
AS CIDADES SOBERANAS DOS IGBO E DELTA: Muitas culturas
da Nigéria não se transformaram em monarquias centralizadas.
Dessas, os Igbos são provavelmente os mais notáveis devido
ao tamanho do seu território e à densidade da sua população.
As sociedades Igbo eram organizadas em aldeias auto-suficientes, ou federações
de comunidades de aldeias, com uma sociedade de anciões e associações
de grupos da mesma faixa etária que desempenhavam várias
funções governamentais. A mesma coisa acontecia entre o
povo Ijaw (Izon ou Zon) do Delta do Níger e os povos da região
de Cross River, onde as sociedades secretas também desempenhavam
um papel importante na administração e nas funções
de governo. Mas no Século XVIII, o comércio com os territórios
ultramarinos começara a incentivar a evolução de
sistemas centralizados de governo nessas regiões.
A Nigéria tem a maior população de todos os países
na África (aproximadamente 140 milhões), e a maior diversidade
cultural, modos de viver, cidades e terrenos. Com uma superfície
total de 923.768 km2. (356.668 milhas quadradas.) a Nigéria é
o 14º país com maior superfície na África. Seu
litoral, no Golfo de Guiné, cobre 774 km (480 milhas.). A Nigéria
divide a sua fronteira internacional de 4.470 km (2.513 milhas.) com quatro
vizinhos: Chade, Camarões, Benin, e Níger. Até 1989
a Capital da Nigéria era Lagos, que tem uma população
de cerca de 2.500.000, mas o governo se mudou para a nova Capital Abuja
em 1991
|